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Shinra Tensei: A punição dos Seis Caminhos (Parte I)

  • 9 de out. de 2015
  • 5 min de leitura

“[...] Em uma realidade manchada pelas guerras e o ódio da humanidade. Caminhamos rumo à extinção, como conseguimos chegar a tal ponto? [...]”


Planeta Terra, a “esfera” conhecida por suas intensas metamorfoses. De inferno rochoso a lar de seres desprezíveis – humanos. E foi nesse cenário primordial em meio as rochas e lava fervente que o terceiro planeta do sistema solar recebeu a visita do cosmo primordial. Nenhum sinal de vida humana fora relatado nesse período. Podemos dizer que foi nesse momento da história em que o planeta pôde sentir a verdadeira paz.


Apenas a essência que deu vida aos astros celestiais marcava presença. Com a chegada dos soberanos do universo, os seres que moldam a realidade e o tempo. O Yin e Yang cosmológico ocorrem algumas mudanças no planeta Terra.


O inferno rochoso fora transformado em uma imensa fortaleza de gelo, o que sobrou das rochas e da lava foi aos poucos sendo fundido e lapidado, dando origem a figura mais demoníaca e guardiã do cosmos, o deus da fortaleza gelada e responsável pela maior destruição planetária que estaria por vir – a Gedou Mazou – seus braços são grandes como montanhas, suas pernas parecem grandes torres rochosas, seus olhos são demoníacos como a noite mais sombria, seu corpo apresentava o semblante de um humano acorrentado. Porém, era constituída apenas pelo ódio e o desejo de matança. Seu único objetivo era levar à extinção aqueles que de alguma forma ameaçassem o grande império. Um simples sopro da estátua demoníaca poderia erradicar 1/3 do planeta.


Ninguém jamais conseguiu domar a fera, nem seus criadores tiveram controle sobre o imponente poder emanado pela figura demoníaca. Além de ser quase impossível de se rastrear o paradeiro da estátua. Apenas aqueles especialistas em busca sensorial, selos para controle e aprisionamento de almas poderiam guiar os caminhos e as vontades da Gedou. Tudo isso foi prescritos pelos astros primordiais.


Apenas relatou-se sobre um clã que conseguiu localizar a estátua e usá-la a seu favor – os Ōtsutsuki – mesmo com a ideia de que a utilização da estátua seria algo inalcançável, o clã usou os poderes da Gedou para aprisionar sua líder que outrora fora corrompida pelos poderes que possuía a deusa coelha – Kaguya. Após tal ato, a Gedou foi particionada em 9 formas míticas distintas, pois, assim, poderia haver um meio de evitar que a mais honrosa das criações não caísse em mãos erradas. Muito menos que a deusa fosse liberta para semear novamente o caos.


Depois de aprisionar Kaguya, a estátua foi enviada para baixo da crosta terrestre, coberta por uma camada intensa de gelo. Ainda no período do grande reinado de Pangeia.


Quando os continentes foram divididos. A Gedou Mazou foi arrastada até onde hoje se encontra o Polo Sul. O reinado dos humanos começara. Foram ganhando poderes ao longo do tempo, conseguindo até o dom de controle sobre rituais míticos. E a localização da jaula de Kaguya fora com o passar das gerações sendo cada vez mais ocultada.


Humanos, seres imprevisíveis e portadores dos mais diversos sentimentos existentes, isso não implica na capacidade de compreensão da maioria deles, pelo contrário, muitos de vós não entendeis como funciona aquilo que não pertence exclusivamente a suposta racionalidade de vossas mentes.


Dentre os vastos desejos do corpo encontramos o cultivo e promoção de guerras, isso foi o que motivou e ainda guia a todos nessa realidade caótica ao qual estão sucumbidos. Na maioria das vezes não conseguem unir vossos sentimentos. Porém, quando uma coisa que é de igual interesse a todos se mostra presente, a capacidade de nortear até dos mais antigos inimigos é inevitável. Assim, a união em prol de um “bem” em comum é realizada.


A curiosidade e ambição pelo poder tem guiado e conduzido os passos da humanidade. Não existe lugar algum onde os humanos tenham deixado de ir para governar. Foi em meio a essas caminhadas pelas conquistas, que por acidente encontraram a localização da prisão da Gedou.


Quando a raça humana chegou às áreas geladas, começaram a ter ciência dos relatos e provas da existência da estátua demoníaca. Viram um grande portão de puxo diamante que guardava a fortaleza do demônio. Logo na entrada estavam as seguintes instruções: “Se realmente prezas por aquilo que tens, mantenha-se o mais longe possível. Aqui dorme o pior dos males. O verdadeiro demônio repousa nesses portões. O mestre das marionetes mortas anseia por seus brinquedos quando se despertar de seu confinamento. ~ Senju, o guardião do inferno vivo na Terra.”


O interesse pela grandiosidade de tal ser, foi consumindo aqueles povos. As buscas incansáveis acerca do paradeiro da Gedou regia a humanidade durante muito tempo, guerras foram travadas tendo como troféu esse ser onipotente. Incansáveis foram as vezes em que mortes foram causadas pelo Gedou. Mas, isso não impedia o desejo de possuir tamanho poder.


Não acreditando em tais palavras, aqueles que anseiavam usar a Gedou como arma de guerra violaram o selo e abriram os portões. De repente de pé em vossa frente apresentou-se o espírito de Senju, proferindo a sentença: Sempre há conflitos, não importa a era! Quando o mundo mergulhou novamente em conflitos. O que todos temiam, ocorreu. Na noite da lua mais sangrenta e no dia que o sol tornou-se mais negro e sombrio que as cinzas da morte, os desejos de semear a guerra dão origem ao pior de todos os castigos que a humanidade iria enfrentar – a estátua do caminho exterior, também conhecida como Gedou Mazou, retorna de seu confinamento glacial. E agora, como vingança pelo que sofreu, irá destruir tudo que encontrar. Ninguém jamais poderá controlar os desejos do demônio. Depois da prisão da deusa coelha, nem mesmo os Ōtsutsuki iriam conseguir domar e trancafiar novamente a fera.


Depois disso, Senju desapareceu. Os humanos ambiciosos entraram na fortaleza, mas, antes de conseguirem chegar até o primeiro salão, foram incinerados pelo sopro de fúria da estátua. Infelizmente, ninguém deu atenção aos relatos sobre a estátua demoníaca. Ignoraram as santas inscrições e novamente trouxeram o mal à vida. Veloz como um raio, a Gedou parte para o lado de fora. E ao ver como o planeta fora alterado pela raça indigna, lança sua primeira fúria, destrói a prisão de onde acabara de sair, acabando com metade do Polo Sul e mergulhando até o fundo do oceano para recarregar suas forças. Depois de feito, buscaria as partes de seu poder que fora arrancado de seu corpo.


Disse a Gedou: De todas as espécies já conhecidas e que tive o prazer de ceifar, apenas uma tem a capacidade de caminhar rumo a sua própria extinção – os humanos. Ao nascerem, supostamente eles tem o direito à vida, liberdade, felicidade e amor. Porém, abrem mão de tudo para se sentirem temidos e venerados. Matam uns aos outros e assim, como já fora pronunciado por muitos: Que vença o melhor, né?! Pois bem, como o ser supremo da realidade, mestre do tempo e ventríloquo dos fantoches, aqueles que nunca deveriam ter sido concebidos, ou seja, os seres que de alguma forma não foram abortados pelos seus genitores, agora irão perecer pelas minhas mãos. Novamente, a deusa a muito enjaulada irá levantar-se e lançar sua ira sobre todos. E a demoníaca ampulheta do destino, que sou eu, irá trazer novamente o planeta a sua glória. Os grãos de areia começaram a cair, quando o último câncer humano for ceifado a estátua do caminho exterior retornará aos meus aposentos, e assim, terei a certeza de que um erro não irá perdurar por mais tempo.


Como tudo ao longo do tempo muda, a aparência da Gedou foi atualizada, tendo agora a face mais gélida do que o sopro da morte, seu grito é tão agudo que tem a capacidade de arrancar a alma de sua presa e seus olhos expelem o pior enxofre já concebido. Ao chegar ao fundo do oceano, a estátua iria passar um tempo em repouso para reaver suas forças...


CONTINUA....

 
 
 

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© 2015 por Maurício Rosendo Leandro dos Santos.

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